Em função da pandemia e do isolamento social, sem um espaço à parte para seu atêlie, Frantz teve de buscar alternativas para continuar produzindo. Ao misturar suas ideias, anseios, desejos e possibilidades criou sua nova série, ao manipular imagens de livros ou catálogos com algum tipo de solvente, para criar uma nova imagem a partir do que já estava impresso. Esse roubo acontece pelo desejo de criar algo novo, de transformar a imagem existente em algo diferente. Contudo, sua limitação auto imposta de materiais o obriga a trabalhar somente com as cores já presentes na impressão, ou seja não poderia adicionar cor a uma figura PB caso sentisse falta de um tom avermelhado. Colocando em cheque a ideia de criação pictórica baseada no equilíbrio das cores, e, novamente, enfrentando a fronteira do que chamamos de pintura. Sem deixar de continuar a questionar a autoria das obras, quem tem os direitos sobre essa roubada?